Reforma do Centro das Artes passa por elaboração de projetos executivo e cênico

A Unidade de Gestão de Cultura (UGC) decidiu acrescentar à elaboração do projeto executivo da reforma do Centro das Artes a composição de um projeto cênico, a fim de atender às expectativas da classe artística da cidade. Devido às falhas na licitação e no memorial descritivo anteriores, e aos atrasos nos pagamentos pela antiga administração municipal, a Unidade aceitou a rescisão amigável e sem prejuízos do contrato com a empresa que realiza as obras para dar um direcionamento mais seguro à reforma.

Fechado desde 2013, após notificação do Corpo de Bombeiros de problemas com a forração da Sala Glória Rocha, o Centro das Artes teve sua reforma anunciada somente em julho de 2015, com a previsão para conclusão das obras para oito meses contados a partir de agosto daquele ano, quando as obras foram iniciadas.

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A reforma do Centro das Artes vem ao encontro das expectativas da classe artística da cidade

Até dezembro de 2016, entretanto, apenas 22% da obra havia sido realizada, com uma série de pendências no pagamento da empresa licitada por parte da Prefeitura. Com avaliação da Unidade de Gestão de Negócios Jurídicos e Cidadania de que não haveria prejuízos à Prefeitura com o distrato do contrato, a empresa deixou a obra, com dois elevadores ainda não instalados e o projeto de ventilação e exaustão também não executados.

A elaboração da parte técnica do projeto encontra-se sob a responsabilidade da Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos e o projeto cênico está em desenvolvimento pela UGC, com a aproximação do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) na tomada de decisões. Uma vez concluídos ambos os projetos será reaberto o processo licitatório de contratação de nova empresa para retomada das obras.

A gestora de Cultura, Vasti Ferrari Marques, explica a decisão pela rescisão do contrato anterior. “Nossa preocupação era que, se as obras continuassem seguindo um projeto falho, e, uma vez concluídas, ainda não atendessem às grandes expectativas da classe artística jundiaiense”. E acrescenta: “Queremos devolver o Centro das Artes à população, criando um triângulo cultural fortalecido, com vértices nele, no Teatro Polytheama e no Complexo Fepasa”.

Uma vez concluída a reforma, o espaço irá contar com duas salas de espetáculos, a Sala Glória Rocha com 300 lugares e outra com 80 lugares e um palco móvel, uma sala de ensaios, um centro de exposições, um piano de cauda no pátio, cafeteria, camarins, banheiros e elevadores.

Parcerias
A exemplo da parceria público-privada entre a Prefeitura e empresas, cidadãos e servidores sensibilizados com o cenário de degradação dos jardins do Solar do Barão, que, no primeiro semestre, geraram economia da ordem dos R$ 80 mil aos cofres públicos, a Unidade de Cultura busca repetir o êxito dessa parceria com a comunidade jundiaiense e revitalizar o Centro das Artes. “Buscaremos o apoio de empresárias da cidade que, em retribuição ao apoio dado, eternizarão seus nomes em cada uma das 300 poltronas do Glória Rocha, que foi uma mulher, jundiaiense, e grande incentivadora das artes na cidade”.

Assessoria de Imprensa
Foto: Arquivo PMJ


Publicada em 05/10/2017 ▪ Leia mais sobre , ,