Museu da Cia. Paulista

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Museu da Companhia Paulista de Jundiaí, localizado no Complexo Fepasa

A idéia de se fundar uma companhia particular para construir uma estrada de ferro em São Paulo surgiu em 1864, quando a São Paulo Railway Company, que ligava Santos a Jundiaí, declarou-se impossibilitada de prolongar seus trilhos até Campinas. Em 1867 um grupo de fazendeiros negociantes e capitalistas se reuniu com o Conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, Presidente da Província de São Paulo, e decidiu fundar a Companhia Paulista, para atender ao progresso da lavoura cafeeira.

Em 30 de janeiro de 1868 no então Palácio do Governo da Província, na Capital de São Paulo, realizou-se a primeira Assembléia Geral dos Acionistas da Companhia Paulista. Nesta Assembléia foram aprovados seus estatutos e eleita a sua primeira Diretoria Provisória.

Em 1869 foi eleita a sua primeira diretoria definitiva. Em 15 de março de 1870, finalmente foram iniciadas as obras de construção das linhas.

A construção da estrada foi iniciada em 1870 e, em 1872, circulava o trem inaugural. Com a chegada dos trilhos às margens do Rio Mogi Guaçu, foi criado o serviço de navegação fluvial entre Porto Ferreira e Pontal.

Em 11 de agosto de 1872 foi inaugurada a Companhia Paulista, quando o trem chegou à cidade de Campinas. Quando da inauguração, sua razão social era Companhia Paulista da Estrada de Ferro de Jundiahy a Campinas.

Em 1880, sua construção atingiu as margens do Rio Mogi Guassu, quando passou a utilizar a navegação fluvial, entre Porto Ferreira e Pontal, numa extensão total de 200 quilômetros. Enquanto durou a exploração do transporte fluvial pelo Rio Mogi Guassu a empresa passou a se dominar Companhia Paulista de Vias e Fluviaes. Em 1892 adquiriu a Estrada de Ferro Rio Claro e Araraquara. Durante o ano de 1910 foram entregues ao tráfego os carros restaurante e inaugurados os de luxo, tipo pullman, com grande aceitação por parte do público. Em 1911, quando cessou o transporte fluvial, passou a denominar-se Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Neste mesmo ano, já com grande extensão de suas linhas e concessões para construção de outras, a Paulista ostentava a imagem de uma empresa modelo em organização e pontualidade, sendo pioneira em melhoramentos ferroviários. O pioneirismo da Paulista não parou por aí. O primeiro trem de tração elétrica da América do Sul circulou nas suas linhas em julho de 1922. A Previdência Social no Brasil também teve sua origem na Paulista quando em janeiro de 1923 foi fundada a Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários. Na área de reflorestamento, a Paulista também foi pioneira. Edmundo Navarro de Andrade deu início, instalando em Jundiaí o primeiro Horto Florestal. A Paulista chegou a ter 18 hortos florestais para tender às ferrovias do Estado de São Paulo. A partir da segunda guerra mundial e da priorização do rodoviarismo, a Paulista juntamente com outras ferrovias, começou a perder sua condição de empresa modelo e em 1971, quando foi formada a Fepas – Ferrovia Paulista S.A, o Estado passou a ser seu maior acionista. As ferrovias que formaram a FEPASA – Ferrovia Paulista S.A são: Companhia Paulista Estradas de Ferro, Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, Estradas de Ferro Sorocabana, São Paulo – Minas e Estrada de Ferro Araraquara. A Companhia Paulista foi a incorporadora das demais.

Companhia Paulista de Estradas de Ferro
Eletrificação de suas linhas

Em 1916, quando se acentuaram as dificuldades em obter combustível por preço conveniente, a Diretoria da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, pelo Senhor Conselheiro Antonio da Silva Prado, ordenou aos técnicos que examinassem a possibilidade de substituir a tração a vapor pela elétrica, apresentando para esse fim um programa de execução, caso os estudos da matéria mostrassem conveniência e oportunidade em realizá-lo.

A tarefa não era fácil para os engenheiros da Paulista, que poucos conhecimentos possuíam do assunto, tão novo e cheio de controvérsias, mesmo para os especialistas estrangeiros que dele se ocupavam técnica e praticamente.

Foi necessário, portanto, recorrer à experiência Americana e Européia, observando e analisando o que ela havia evidenciado nas vias férreas em que já funcionava o novo sistema de tração, e ouvir as lições dos competentes, ainda em divergência sobre questões importantes, como sejam a natureza da corrente elétrica mais vantajosa e a voltagem mais conveniente em que deve ser utilizada.

Aquelas investigações foram feitas em 1919, e relatadas em dezembro do mesmo ano ao Presidente da Companhia Paulista, que se interessava pela realização do novo melhoramento com a energia que na sua longa administração, tanto beneficiou a grande via férrea Paulista.

Passagens importantes da história da cidade através da Companhia Paulista

  • 1º trem de tração elétrica da América do Sul em 1922;
  • Institui a 1ª Previdência Social no Brasil em 1923, foi fundada a caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários;
  • Integrou a 1ª direção de fundação do Gabinete de Leitura Rui Barbosa;
  • Fundou a 1ª Diretoria do Paulista Futebol Clube;
  • Fundou o Grêmio Recreativo dos empregados da Cia. Paulista;
  • Escola Profissionalizante em 1901 para os próprios funcionários da Cia. Paulista, denominando-se SENAI em 1936;
  • Criou o 1º Horto Florestal experimental em Jundiaí, nomeando o Engenheiro Agrônomo Edmundo Navarro de Andrade como 1º Diretor em 1903;
  • Construiu o 1º núcleo de casas populares em Jundiaí para seus funcionários, existentes até hoje, próximo ao Cemitério Nossa Senhora do Desterro.

Cronologia e descrição do Museu

Em 9 de março de 1979, foi inaugurado o Museu Ferroviário Barão de Mauá. Está denominação foi justa homenagem a Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá), pioneiro do transporte ferroviário no Brasil. O museu foi inaugurado em 9 de março de 1979 para ser um centro de referências e preservação sobre os suportes materiais da memória e a história da ferrovia da cidade de Jundiaí; no entanto após passar por um processo de recuperação e restauro, foi reaberto em 14 de maio de 1995, com novas bases museológicas, denominando-se Museu da Companhia Paulista.

O Museu conta com um vasto acervo relacionado à ferrovia dentre mobiliário, ferramentas, réplicas, maquetes e imagens além de uma coleção de livros e documentos concentrados na “Biblioteca do Museu”. É um trabalho permanente de guarda e preservação do acervo do Museu da Cidade. Desta forma, o Museu retrata a cidade de Jundiaí como berço da ferrovia, visto que a Cia. Paulista de Estradas de Ferro foi a porta de entrada para o desenvolvimento social, econômico e político da cidade e de todo interior paulista.

O espaço do Museu é apropriado para recepção de um público variado por meio de ação educativa promovendo laços de identidade entre a cidade e o reconhecimento do cidadão como agente da história enfocando o grupo estudantil (escolas municipais, estaduais e particulares).

Galeria de Imagens


Museu da Cia. Paulista 
Avenida União dos Ferroviários, 1760
Telefone: (11) 4522-4727
E-mail: museuciapaulista@jundiai.sp.gov.br

Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 16h
Aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h.

As visitas mediadas para grupos acontecerão mediante agendamento prévio através do e-mail museuciapaulista@jundiai.sp.gov.br ou pelo telefone (11) 4522-4727.

Horário de Funcionamento da Biblioteca: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30 – Somente com agendamento prévio.