Catálogo do acervo (Centro de Memória)

Apresentação

Confira o catálogo disponível online

No Brasil, qualquer iniciativa na área da memória coletiva deve ser valorizada, como política pública e fator essencial da formação de nossa identidade social, além de ter a continuidade das ações. Assim, o Centro de Memória de Jundiaí (CMJ), criado em dezembro de 2012, tem nesse momento a disponibilização da catalogação da maior parte do seu acervo documental.

Os Centros de Memórias, incluindo o de Jundiaí, são instituições fundamentais para a organização e difusão do acervo documental e do direito à informação. Para Goulart (2002, p.34) o papel dos “[…] centros de memória é o de ser intermediário entre as organizações e os pesquisadores, sendo sua principal responsabilidade, depois dos arquivos organizados, a interface entre as instituições detentoras dos arquivos e o mundo da pesquisa”

A proveniência da documentação locada no Centro de Memória de Jundiaí é bem diversificada. A maior parte do acervo é composta por  documentos administrativos do poder público, produzidos em vários períodos históricos,  que foram recolhidos em diversos departamentos e também doações de particulares.

Ao longo dos anos que a documentação está sob os cuidados do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, na qual o CMJ está inserido, vários profissionais e estagiários contribuíram para sua preservação e acesso a pesquisadores e interessados no geral. Assim, sem o trabalho dessas pessoas o acervo não teria chegado em condições nos dias atuais.

A catalogação é o passo inicial para a elaboração de instrumentos de pesquisa do acervo e com certeza irá potencializar os estudos relacionados à história de Jundiaí, uma vez que permitirá que estudiosos de diversas áreas e o público em geral tenham conhecimento das informações de forma geral das fontes documentais disponíveis para o estudo.

Mesmo levando em conta importantes trabalhos já publicados sobre a história local, é possível considerar que essa produção é ainda muito incipiente e necessita de mais estudos e abordagens, assim como sua difusão e apropriação pela população de Jundiaí.

O trabalho no Centro de Memória de Jundiaí não pode ser realizado de maneira isolada, apenas com a função de guarda. Mas deve possibilitar o acesso à documentação e serem responsáveis pela definição e aplicação de uma política sistemática de resgate, avaliação, tratamento técnico e divulgação de acervos e, principalmente, pelos serviços de disseminação do conhecimento.

A referida catalogação inicia o processo para a formação dos fundos e das coleções, buscando a identificação do acervo e sua origem. Desta forma, a capacidade do Centro de Memória amplia o seu acesso e a recuperação das informações.

Contudo, sabemos ser fundamental o acesso à documentação histórica, preservada, organizada e disponibilizada no Centro de Memória de Jundiaí. No entanto, as ações para tais trabalhos precisam serem realizadas com qualificações técnicas, que levam em conta conhecimento e a experiência, acumulados durante décadas.

Assim, foi iniciado o processo de catalogação que deve haver sua continuidade através das “forças que regem o fluxo informacional e o sentido do processamento de informação com vista a um máximo de acessibilidade e uso[1]” e realizar o trabalho de coletar, tratar, recuperar, organizar e colocar à disposição da sociedade a memória de uma região específica ou de um grupo social retida em suportes materiais diversos (VON SIMON, 2014).

O Centro de Memória de Jundiaí serve como fonte de produção de diversas áreas do conhecimento e do saber histórico, servindo como instrumento para melhor compreensão da realidade contemporânea, uma vez que perceber possíveis direcionamentos ideológicos na elaboração e difusão das imagens é tirar o véu de uma memória que é apenas aparentemente coletiva, mas que, na verdade, está atendendo a interesses específicos. Assim como nos fala o historiador Jacques Le Goff: “Tornarem-se senhores da memória e do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas”

Jundiaí, 27 de dezembro de 2016

Alexandre Oliveira
Jean M. C. Camoleze
Juliana Mota Silveira

Equipe técnica do Centro de Memória de Jundiaí (2013 – 2016)

Responsáveis pela catalogação do acervo documental

Alexandre Oliveira – Licenciado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto e Mestre em Artes pela Unesp;
Jean Marcel Caum Camoleze – Historiador e Mestrando em Ciência da Informação – Unesp – Campus de Marília;
Juliana Mota Silveira – Licenciada em História pela Faccamp;

Estagiários de História
Gabriel Nunes (2013 a 2015)
Kalebi Muniz (2014)
Bianca Binotto (2015 a 2016)
Mariana Elsner Begosso (2016)
Natália Larissa Torres (2016)

Responsável pelo acervo fotográfico: Marco Antônio de Almeida Cunha
Diretor do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí: Edgar A. Borges Jr.
Secretário Municipal de Cultura: Jean Marcel Caum Camoleze
Prefeito Municipal de Jundiaí: Pedro Bigardi

[1] Retirada da definição de Ciência da Informação, conforme Shera e Cleveland, na Conferência de Georgia/Estados Unidos da América em 1962. In. FONSECA, M. O. K. Arquivologia e ciência da informação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. P. 19.