Teatro Polytheama

Patrimônio Material: Teatro Polytheama
Localização: Rua Barão de Jundiaí nº 178 – Jundiaí
Tombado por: CONDEPHAAT / COMPAC
Número do Processo (CONDEPHAAT): 41522/01
Número do Processo (COMPAC): 15712-4/2008
Resolução de Tombamento: Resolução 38 de 16/07/2012

Parecer de tombamento

Cine Teatro Polytheama de Jundiaí, implantado na Rua Barão de Jundiaí, uma das vias centrais mais significativas para a história da cidade, foi concebido como um edifício de programa flexível para receber diversas formas de apresentação artística, possuindo grande expressividade histórica como um dos únicos de seu modelo no Estado. O Teatro é uma das principais referências, ainda observável à distância, na paisagem da colina central e mantém até hoje sua tipologia arquitetônica característica e parte significativa de seus elementos antigos preservados.

Histórico

Foi por volta de 1897 que Albano Pereira apresentou a então Intendência Municipal um projeto para construir, sob concessão, um pavilhão “polytheama”, ou seja, uma casa que abrigasse vários espetáculos como circo, teatro, dança e cinema. Em 1911 foi inaugurado e batizado como “Polytheama”, cuja grafia expressa do latim “poly”, que significa “vários” e do grego “theama”, que quer dizer “espetáculo”.

Viveu seu auge na década de 20, quando era considerado o maior teatro do Estado de São Paulo, com 2920 lugares, superando até mesmo o Teatro Municipal da capital; em 1927 teve uma grande reforma que alterou por completo seu antigo aspecto de pavilhão e ganhou a forma de cine teatro. Entretanto, passou por um período de decadência e degradação após os anos 50.

Nos anos 1960 atuou mais como cine até que entrou em crise e os proprietários resolveram fechar a casa. Passou por anos abandonado, com aspecto de ruína. Foi desapropriado no início dos anos 1980 pela Prefeitura Municipal de Jundiaí e como patrimônio público do povo jundiaiense, começou-se a pensar na restauração do prédio.

Em 1987 a arquiteta Lina Bo Bardi foi convidada para elaborar o projeto de restauração e, segundo ela, de “revitalização”. Não conseguiu ver sua ideia, pois faleceu antes de 1993 quando as obras se iniciaram. Reinaugurado em 1996, completou seu centenário em 2011 e hoje é um dos maiores teatros públicos do Brasil com seus 1124 lugares.

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