Eu fiz parte dessa história

Depoimentos

Alessandra P.de Oliveira Pereira
06/09/2015 às 10:35
Meu Bisavô Onor Corrêa e meu Avô Armindo Alves Duas foram Maquinistas da Cia Paulista trabalhavam operam os trens da linha Campinas-Jundiaí.Eles tinham orgulho em fazer parte da CIA.

eduardo ferreira da graça
30/08/2015 às 15:52
amigos, eu também, fiz parte da historia da paulista, nasci e morei na colonia da paulista em marilia de 1954 a 1965. um pouco do que aconteceu. meu avõ trabalhava em taperão ( agudos), e foi transferido para marilia no final de 1929, minha mãe tinha então 4 meses, na colonia ela cresceu, namorou e casou, mas continuou a morar com meus avós.foi quando eu nasci em 1954, voce uma epoca memoravel, com grandes amigos, enfim, uma epoca pra não se esquecer. eduardo.

Nelson Emilio
08/08/2015 às 12:36
A minha família , tios e primos, criados dentro das oficinas em Rio Claro e Porto Ferreira, desapareceram
junto com a ferrovia . Eu faço parte de um grupo de pessoas que tentam garantir a Memória da ferrovia
antes que nossos profissionais se vão .

ALEXANDRE ZAIA NETO
03/08/2015 às 22:34
Amigos e colegas filhos, netos, bisnetos, etc., de ferroviários como eu. Já escrevi abaixo um texto, mas depois de ler todos os textos deixados por vocês, as lágrimas, invariáveis e teimosamente correram na minha face, por conta dos vários depoimentos e histórias que li. Foi um sonho, um belíssimo sonho (real) que todos nós tivemos o privilégio de viver e vivenciar… Acho que palavras são insuficientes ou pobres demais para descrever as inúmeras emoções que vivi (e acho que todos vocês viveram). Hoje só me resta o triste sentimento de saudades e de tristeza por ver que tantas coisas maravilhosas foram feitas nos idos de 40/50/60 e hoje vivem apenas nos nossos corações e em nossas almas em forma de saudades…
Um grande abraço a todos e creiam, eu e todos vocês que viveram esse sentimento lindo somos rigorosamente P R I V I L E G I A D O S . . . C P E F nunca mais…
abraços a todos e saibam que tenho um enorme prazer de ser um produto genuinamente “ferroviário”, e, claro, dos bons tempos que nunca mais virão. Tenho muita pena dessa nossa juventude atual que não tem a menor ideia do que é ser verdadeiramente feliz com muito pouco. Um guaraná Antárctica, um sanduíche de pão com mortandela (era assim que falávamos) e algumas gotas de limão . E muita paisagem linda e ainda virgem para apreciarmos pelas panorâmicas janelas dos trens da Paulista. Obrigado Deus por ter-me feito nascer nesse período e ser filho, neto e sobrinho de tantos e tantos ferroviários da Paulista que, como eu mais que eu, amavam o seu local de trabalho e sempre o bem diziam…
ALEXANDRE ZAIA NETO – Filho de Orlando Felício Zaia (limpador, ajudante de maquinista, maquinasta, fiscal de lenha e de combustível) e neto de Alexandre Zaia (marceneiro das Oficinas da CPEF em Rio claro/SP e Antonio Maria Cruz, maquinista. Vivemos essa época áurea na região de Rio Claro-São Carlos/SP.

ALEXANDRE ZAIA NETO
31/07/2015 às 23:14
Meu pai, meus avós, meus tios foram ferroviários da Paulista entre os anos 20 e 60. O meu contato com o mundo fora de Rio Claro/SP, foi-me dado pela Cia Paulista. Nos anos 50 eu ainda menino, viajava para São Paulo, Campinas, São Carlos e outras cidades da região, somente de trem. Era muito fascinante. Seus carros eram extremamente limpos e muito confortáveis e as composições tinham uma precisão de horário que deixava muito inglês com inveja. Existiam os vagões dormitórios, com camas tipo beliche, embutidas; os restaurantes dos trens chamados de luxo, eram realmente um exemplo para qualquer restaurante de 1a., não só pela limpeza, mas também pela qualidade e sabor da comida. Tenho muita saudades desse tempo maravilhoso que hoje se assemelha para mim mais como um belo sonho que tive um dia… Tinham composições que não paravam em determinadas estações e, assim, passavam direto, com certa velocidade. Hoje, ainda posso sentir o cheiro e o vento do trem passando pela estação apenas apitando… Saudades, apenas isso que tenho a dizer. abs/

Matheus Campos
28/07/2015 às 17:12
Meu avô Acácio de Souza Campos tem um documento de identidade de 1941 quando ela já tinha 31 anos. O pequeno documento traz a fotografia dele e um carimbo próprio da companhia. Creio que ele tenha trabalhado na companhia.
Por isso venho agradecer e prestar essa pequena homenagem de lembrar desse lado histórico do meu avô.

ARIOVALDO LOBRITO
25/07/2015 às 10:37
Muito bom , meu pai JOSÉ DIAS LOBRITO , entrou na FERROVIA DO DOURADO como telegrafista , com a abertura da PAULISTA tronco de Panorama , ele foi removido para TUPÃ onde os trilhos de 1,60 chegaram , logo foi para OSVALDO CRUZ onde nasci . depois foi para INUBIA PAULISTA e com a encampação da Fepasa , logo foi para BAURU onde se aposentou e passou seus últimos dias .Infelizmente o governo não conseguiu administrar as ferrovias de SÃO PAULO e do BRASIL , pura incompetência destruiu tudo . Abcs

Presidente Prudente , 23 de julho , 2015

Cleide Maria Vicente
01/07/2015 às 10:45
OLA, MEU PAI, CARLOS GOMIDES VICENTE, FILHO DE JOAQUIM VICENTE DUARTE TRABALHARAM
NA FEPASA A VIDA TODA, ME, MEU PAI EM BARRETOS, ERA CONFERENTE DE ARMAZEM, TRANSFERIDO PARA CAMPINAS ONDE FALECEU EM 1970, MAU AVO ERA FEITOR, MOROU EM ‘TURMAS’ E FIXOU RESIDENCIA EM JABOTICABAL ONDE SE APOSENTOU, CRESCI NA VILA PAULISTA EM BARRETOS, DORMIA E ACORDAVA COM O SOM DOS TRENS, SÓ VIAJAVA DE TREM….FOI UM SONHO.
aGORA, COMO MEU AVO ERA PORTUGUES, PRECISO DE DOCUMENTOS QUE COMPROVEM SUA EXISTENCIA, COMO CERTIDÕES DE NASCIMENTO, CASAMENTO, ETC, TENHO A CARTEIRA DE TRABALHO DELE, A CARTEIRA DE ESTRANGEIRO E A CERTIDÃO DE OBITO, PRECISO SABER SE EM SEUS ACERVOS EXISTEM ESTES DOCUMENTOS ARQUIVADOS, MORO EM CAMPINAS E SE VCS ME DEREM UMA RESPOSTA POSITIVA VOU ATÉ O MUSEU, APROVEIRO PARA LEVAR MEUS NETINHOS PARA CONHECEREM ESTA HISTORIA TÃO BONITA! GRATA, CLEIDE

Laerte Mazeto
21/06/2015 às 12:02
Prezados Senhores,

Gostar de receber uma foto do Trem Azul (luxo) – locomotiva movida à Diesel dos anos 1950/1960, no trecho Duartina-Gália (1950/60), de preferência Gália, onde nasci, se possível. A foto é para o meu livro “Gália, seus filhos, suas histórias – fará parte de um dos títulos/conto: “Nove horas de trem” (era o tempo, aproximado, de viagem de Gália à São Paulo). Se contemplado, precisaria de um documento autorizando/liberando dita foto para publicação.

PS: o meu livro não será comercializado, porém 350 unidades (total do projeto) terá a renda destinada ao Asilo dos Velhinhos, de Gália (SP).

Grato pela atenção,
Laerte Mazeto

Attílio Pavan
18/06/2015 às 19:32
Me formei na Escola Paulista com louvor na turma de 1954, fato do qual tenho muito orgulho. Porém, o meu certificado ficou retido na extinta Vigorelli, quando da ocasião de minha admissão, e nunca me foi restituído. Eu possuía a foto de minha formatura que era a única lembrança dessa época que me foi tão querida, mas a mesma extraviou-se há uns 2 anos e não mais consegui localizá-la. Por isso estou apelando para vocês, para saber se existe algum tipo de arquivo de fotos onde, talvez, eu consiga recuperá-la. Fico no aguardo de notícias.

Grato

edson alves
23/05/2015 às 16:25
queria deixar meu depoimento pois tenho uma ligaçao muito forte com a Cia paulista sendo que na decada de 70 eu tinha 10 anos e fui morar com meus avós na cidade de Bebedouro-sp onde meu avô trabalhava na Cia Paulista e moravamos na vila paulista onde só moravam empregados da paulista ,tinhamos até cinema proximo das casas da vila e me recordo que o trem passava atras das casas da vila pontualmente 22:00 e era hora de dormir.meu avõ saudoso otavio vicente de paula me esperava pois eu levava a marmita pra ele e acho que ele era manobrista não me lembro bem.até hoje existe a estação muito bem preservada como um acervo cultural e sempre que vou passear em bebedouro tenho que ir até a estação e recordar uma das melhores epocas da minha vida.que saudades.

JOSE CARLOS
22/05/2015 às 20:40
FABIANE, seu pai tem razao e vc tambem CP eera a ferrovia

Cleide Maria Vicente
22/05/2015 às 08:31
Meu avô JOAQUIM VICENTE e meu pai CARLOS GOMIDE VICENTE trabalharam a vida toda na Cia Paulista de estradas de ferro, meu avô era nascido em Portugal e era chefe de turma na região de Jaboticabal-sp, meu pai trabalhava nos armazens da empresa em Barretos-SP, como estou pleiteando minha cidadania portuguesa preciso de todos os dados possiveis principalmente de meu avô.
Vou aguardar com ansiedade e confiança uma resposta dos senhores, grata

Eu nunca obtive uma resposta dos senhores, por favor, pra mim é de suma importancia ter estes dados Cleide

Cleide Maria Vicente – 14/04/2015

Meu pai trabalhou até 1970, qdo faleceu, meu avò eu não sei, meu pai em Barretos e veio a falacer em Campinas, por favor me respondam se existem documentos guardados com vcs onde eu possa saber onde e qdo meu avô nasceu, ele foi feitor de turmas até se aposentar e fixar residencia em Jaboticabal, adotou o sobrenome Duarte, não se sabe pq, sua esposa foi Antonia Gomides Vicente,
por favor qqw resposta poderá ser de grande ajuda.

Agradecida, Cleide,

Érvio Jair Ormenezi
21/05/2015 às 22:02
Tenho uma longa ligação com a ferrovia!1- Meu bisavô no inicio do século passado já foi empregado,depois meu avô Angelo Bosse foi maquinista por 30 anos ,do mesmo modo meu pai tbm o foi ! Eu mesmo trabalhei na sinalização por alguns anos,além de irmaõs, cunhados ,tios,primos.Morei em paranapiacaba nos anos 60/70.Foram os melhores anos de minha vida !

Fábio Wilson Previtali
04/05/2015 às 14:23
Boa tarde,

Infelizmente pude fazer parte disto apenas por “tabela”, pois ouvi muitas histórias dos meus saudosos papai e vovô que este último laborou por toda sua vida como ferroviário, absorvendo promoções de foguista 4ª, 3ª, 2ª, 1ª classes, tenho guardado com carinho suas promoções em “diplomas”, carteirinha de funcionários e sua cardeneta de anotações e para minha pessoa é prazeroso ter este sítio para pode relatar um pouco…

Abraços.

Alcides Geraldi da Silva
23/04/2015 às 11:34
Até meus 08 anos de idade, juntamente com meu irmão e acompanhados dos meus pais, viajávamos de trem para o interior. Embarcávamos no trem da Cia Paulista em carros de madeira de 2ª classe até Campinas, para então transferirmos para o trem da Cia Mogiana. Tenho muitas saudades daquele tempo. Talvez meu neto um dia aprecie esta viagem, quando o trem voltar.
Grato.

Cleide Maria Vicente
14/04/2015 às 08:34
Meu avô JOAQUIM VICENTE e meu pai CARLOS GOMIDE VICENTE trabalharam a vida toda na Cia Paulista de estradas de ferro, meu avô era nascido em Portugal e era chefe de turma na região de Jaboticabal-sp, meu pai trabalhava nos armazens da empresa em Barretos-SP, como estou pleiteando minha cidadania portuguesa preciso de todos os dados possiveis principalmente de meu avô.
Vou aguardar com ansiedade e confiança uma resposta dos senhores, grata

Eu nunca obtive uma resposta dos senhores, por favor, pra mim é de suma importancia ter estes dados Cleide

Antonio
08/04/2015 às 20:00
A Cia Paulista fez parte da minha infância (1966 à 1969) tinha meus 9 anos de idade. Viaja com minha saudosa mãe de SP (Luz) a Garça, era um viagem dos sonhos. A imponência das locomotivas, os vagões azuis muito bonitos. Bons tempos, saudades.
OBS: Gostaria de saber se vcs podem enviar fotos dos trens da época, quais as cidades (estações) desde a saída da estação da Luz até o final da linha.

Antonio Silvério 08-04-15

Nelson Emilio
21/03/2015 às 14:13
É com intuito de resgatar a memória do movimento de grande efervescência econômica,
populacional e cultural de Campinas e região que pretendemos desenvolver o “Projeto
Resgate da Memória Ferroviária”,buscando reunir relatos, objetos, memórias, vivências
e histórias que compõem a própria história da cidade.

Djalma dos Santos Gabriel
17/03/2015 às 14:34
Trabalhei no Escritório Central em São Paulo, no período de 01/03/1969 a 01/12/1973, foi meu primeiro emprego e aprendi muito, tanto na estrutura pessoal como na profissional, também passei gostar do sistema ferroviário e de TRENS. Infelizmente minha carreira foi interrompida por motivos políticos dentro da própria FEPASA, onde me desgastei muito e sai.
Tento encontrar meu prontuário de funcionário, mas nada consegui.
Por acaso se voces tiverem alguma sugestão a repeito ficarei agradecido.

Walter Benedito Macedo
10/02/2015 às 17:16
Meu pai Jose Macedo conhecido como bigua trabalhou 30 anos na Paulista depois Fepasa, entrou como lenheiro e se aposentou como maquinista, a ferrovia fez parte da minha infância por isso também fiz parte dessa historia 10/02/2015

walter Fernandes
08/02/2015 às 20:02
por favor procuro informações , documentários ,historias , fatos e principalmente fotos de meu pai,que sei que esteve na marinha mercante em porto alegre mais ou menos em 1950 ou 1960. hoje tenho 44 anos ,tenho filhos e conto historias do avô,mas não tenho fotos.agradeceria demais se alguem soubesse alguma informação.

claudenildo oliveira
06/02/2015 às 16:27
meu avo bisa vó veio da Alemanha para construir essa bela história

EDILSON TIBERIO
27/01/2015 às 12:14
SOU NATURAL DA CIDADE DE VINHEDO. AOS 2 ANOS E MEIO, MINHA FAMÍLIA MUDOU-SE PARA SANTO ANDRÉ – SP. QUANDO NÓS ÍAMOS PARA A CASA DA MINHA NONA, NAS FÉRIAS DE JULHO, OU PASSAR O NATAL E ANO NOVO ASSIM COMO AS FÉRIAS DE JANEIRO, NÓS TOMÁVAMOS O TREM NA ESTAÇÃO DA LUZ. QUANDO CHEGAVA EM JUNDIAÍ, ERA FEITA A TROCA DA LOCOMOTIVA. SAIA A LOCO DA SANTOS A JUNDIAÍ, QUE ERA DE COR VERMELHA E ENGATAVAM A TRADICIONAL LOCO RUSSA DE COR AZUL, COM SEU GRANDE FAROL REDONDO E AS LETRAS CP A SUA FRENTE. DURANTE OS DIAS DE FÉRIAS EU PEGAVA A BICICLETA DE MEU AVÔ E IA ATÉ A ESTAÇÃO DO TREM , FICAVA A ESPERA DA PASSAGEM DOS TRENS. EU FICAVA MUITO CONTENTE QUANDO OS TRENS AO DAR A PARTIDA, SOAVAM POR DUAS VEZES O APITO. A EMOÇÃO ERA MAIOR QUANDO ESTAVA SENTADO NO BANCO DA ESTAÇÃO E PASSAVA O EXPRESSO QUE SÓ PARAVA EM JUNDIAÍ E CAMPINAS. A VELOCIDADE QUE ELE PASSAVA E VIM SABER DE POIS ERA EM TORNO DE 120 KM/H, FAZENDO UM TREMENDA VENTANIA. DURANTE MUITO TEMPO SONHEI QUE UM DIA ME TORNARIA UM MAQUINISTA DA HISTÓRICA COMPANHIA PAULISTA. INFELIZMENTE O NOSSO SISTEMA FERROVIÁRIO BRASILEIRO, PARA O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS FOI ESQUECIDO E ABANDONADO, DANDO ESPAÇO AO RODOVIÁRIO. TENHO DÓ DAS NOSSAS CRIANÇAS DE HOJE QUE NÃO SABEM O QUE É UM TREM DE PASSAGEIRO DE LONGA DISTÂNCIA, HOJE A PAISAGEM É SEMPRE A MESMA, CAMINHÃO – CARRO, CAMINHÃO – CARRO E AI SE VAI. O TRANSPORTE FERROVIÁRIO ERA UM DOS MAIS SEGUROS QUE EXISTIA. PENA QUE ACABOU.
ESTE É O MEU RELATO SOBRE A MINHA INFÂNCIA E A COMPANHIA PAULISTA.
SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES.
UM ABRAÇO
EDILSON TIBÉRIO
SANTO ANDRÉ, 27 DE JANEIRO DE 2015.

lazaro@ 100 serra verde .com
08/01/2015 às 20:40
eu trablhei na fepasa restaurante

Thomaz Guilherme Attizani
06/01/2015 às 12:09
Com 73 anos de idade viajei muito nos trens da Cia. Paulista, dois tios irmãos do meu pai Torindo e Pinamonte foram maquinista do trem azul de Jundiaí a Tirapina e de Tirapina a Araraquara, meu cunhado Antonio Zandona trabalhava na fundição de bronze, e meu tio Leandro Guerra nas oficinas, todos os anos passar as ferias na casa dos tios e muitas vezes também pela Mogiana até Pedreira.
Quando abro meus livros sobre a ferrovia tenho muitas saudades, morava no final da Rua Padroeira, a porteira da Sorocabana era de correr e a Cia Paulista de levantar. O viaduto São João Batista eu assisti a colocação das primeiras estacas feito pela empresa de São Paulo Benachio, este viaduto tem duas escadas em caracol suspensa não estão fixa no viaduto. Na Europa o transporte ferroviário é prioridade, aqui no Brasil nem secundário.

Newton Juliato
21/11/2014 às 16:19
Quero compartilhar com quem entrar aqui como era gostoso viajar de trem e quanta falta isto me faz hoje.
Me lembro quando eu com uns 4 anos de idade, lá pelo ano de 70, fui levado pela mão de meu avô para ver o trem, na estação de Americana. Na plataforma, ao ouvir tocar a campainha da estação e ver o trem apontando lá na curva do Viaduto Amadeu Elias, depois ver aquela coisa gigante tremendo o chão e chegando mais perto, com o barulhinho do sino tocando, e do ar dos freios escapando pelas válvulas dos carros, aquele cheirinho das sapatas de freio, o ajudante na janelinha pequena da V8 ainda pintada em azul e com o CP, trocando o estafe com o chefe da estação, me deu uma sensação indescritível, que marcou e acompanha minha vida até hoje. Ao parar o trem, o ajudante descia para inspecionar os mancais da locomotiva se estavam aquecidos além do normal.
Ver as pessoas entrando e saindo dos carros aquele movimento bonito, a alegria da chegada a saudade de quem partia…
Depois do embarque, o Chefe do Trem ia para perto de uma das portas dos carros de primeira ou segunda classe ou do Carro Bagagem, que seguia logo atrás da locomotiva, de paletó e quepe, levantava a bandeirinha verde e dava um assobio, ao qual o maquinista respondia com um apito, em seguida dava o segundo assobio ao qual o maquinista respondia novamente e já ia partindo com o trem.
Anos depois comecei a viajar para Rio Claro visitar parentes e conheci o jornaleiro do trem que tinha uma voz estridente, diferente e inesquecível, com seu bigodinho lembrava o personagem Zé Bonitinho da Praça da Alegria, oferecendo as revistas da época, Sétimo Céu, o Cruzeiro, Manchete ou os gibis, depois passava o garçon com o carrinho e os sanduíches de pão com mortadela com um palitinho espetado para manter as duas metades do pão juntas, o Guaraná Antarctica nas garrafas de vidro, ou os suqinhos amarelos, vermelhos, verdes, azuis em embalagens de plástico duro em forma de revólver, guarda-chuva, fusquinha, era tudo uma alegria só e não queria que a viagem acabasse.
Ao chegar em Rio Claro, ver o pessoal da lanchonete da estação com suas caixas penduradas no pescoço, oferecendo lanches, refrigerantes, doces, gominhas jujuba na janelinha dos carros e sempre tinha um mecânico da ferrovia com um martelo de bola na mão e luvas, que ia inspecionar as válvulas de freio, durante a parada do trem.
É algo que traz recordações muito fortes e aflora a sensibilidade de quem viveu tudo isto.

Odair Mineiro
13/11/2014 às 09:15
Prezados Senhores:

Mais uma vez tenho que informar qiue, a história que escrevi, não é a que enviei. Não fui funcionário
da Cia. Paulista, e sim o meu pai, Sr Duyclecilio Baptista Mineiro que esta com 95 anos de idade. Eu nasci em 1949, portanto não podia fazer parte dela em 1944 como publicado.

Grato!.

Osmar Souza Melo
08/11/2014 às 10:55
Gostaria de iniciar o meu depoimento agradecendo a hospitalidade e interação da profissional Letícia, que nos ancorou de forma brilhante durante a minha visita com a a turma de aprendizagem do Sena Jundiaí.

Achei o Museu superinteressante pois além de contar um pouco da história das ferrovias, nos permite vivenciar (transportar) para a época áurea das ferrovias e imaginar o espírito empreendedor existente naquele momento.

Parabéns a prefeitura de Jundiaí por manter esse belo acervo, porém gostaria que houvesse um empenho maior na sua conservação, pois desta forma poderemos manter vivo o objetivo técnico e cultural de nossos museus.

Recomendo-o a quem quiser passar um tempinho na nossa história e compreender a importância da ferrovia na vida das pessoas. Oxalá um dia, o nosso país acorde e passe a investir em ferrovias, pois teríamos uma qualidade de vida melhor no transporte de massa e de mercadorias.

Um forte abraço,

Prof. Osmar Souza Melo

Jairo Antonio Caninéo martins
07/11/2014 às 07:17
Também gostaria de homenagear meu falecido avô que trabalhou 42 anos na estrada começou como telegrafista em Pirassununga e encerrou sua carreira em jundiaí como chefe da contadoria! E como não podia deixar de ser fiz o SENAI ferroviário Engenheiro Monlevade, no curso de ajustador, ao qual me orgulho muito, pois eram três anos de aula teórica e aula pratica o dia todo! logo depois de formado trabalhei na sessão de truques (rodados), fui transferido para a mecânica diesel e depois para a mecânica de precisão, onde devo agradecer pelos mestres artífices principalmente ao mestre Valentim por ter-me ensinado o bom caminho da vida profissional (O bom artífice nunca fica desempregado) frase dita pelo meu instrutor da segunda serie do SENAI ferroviário Seu Tavares!
A esses ótimos mestres hoje não se encontram entre nos o meu eterno respeito pela profissão a mim ensinada!
toda a minha família foram Ferroviários

Joaquim Félix da Silva
01/11/2014 às 08:58
Admitido na ex Companhia Paulista de Estradas de Ferro em fevereiro de 1944, como praticante de Examinador de Veículos na cidade de Pederneiras. Depois praticante De Telégrafo, seguindo a carreira de chefe de estação, aposentei-me em 1975, em Panorama como chefe 111..
Lembro-me da perfeita organização em todos os setores da ferrovia,tréns confortáveis, lotados de passageiros, multidões de passageiros nas estações esperando para embarcar para várias localidades. Eu ainda um jovem sonhador começando a carreira sentia-me muito feliz.Infelizmente hoje quando vejo o abandono total da quela maravilhosa ferrovia, sinto muita tristeza e uma dor no coração. Mas como tudo isso faz parte da vida,tenho que me conformar.

Odair Mineiro
31/10/2014 às 17:05
Caros Amigos:

Não foi a minha historia que enviei que foi pulicada, meu pai se chama Duyclecilio Baptista Mineiro,
Nós viajamo muito para Bebedouro, tanto a família da minha mãe e do pai eram ferroviário, meu pai está vivo com 95 anos. Meu avo se chamava Argemiro Patrocínio.
Por favor achem a minha narração verdadeira.

Grato!

Luiz Carlos Ignacio Machado
22/10/2014 às 18:15
Visitei hoje o Museu, após muito tempo do desejo de conhecê-lo. Embora Museu da Compania Paulista, muito tem a ver com minha história e de meu pai, ferroviario a vida toda na antiga Santos a Jundiaí.
Moravamos em Varzea Paulista, onde além de charretes, carroças, cavalos e bicicletas, o transporte de coisas e pessoas, era quase exclusivamente ferroviario. Maravilhoso por sinal. Com 11 anos comecei a estudar em Jundiaí. Como estudante e filho de ferroviario, desfrutava, embora pobre e sem dinheiro, dos belíssimos 5 minutos do tempo que separava Várzea de Jundiaí, em confortaveis poltronas de primeira classe. Ir para Santos então, era como nos dias atuais, fazer uma viagem por lugares inóspitos e inigualáveis, principalmente ao descer e subir a serra, com os trens puxados por cabos de aço.
A estação da luz era um monumento à beleza de uma grande obra de arte. Aliás, ainda hoje tem muita beleza, mas não o charme de antigamente, onde e quando, pessoas bem vestidas, engraxavam seus sapatos, em uma sala exclusiva.
É lamentável o infeliz abandono de todo aquele patrimônio, privilegiando rodovias que além de insuficientes e mau conservadas, são verdadeiras fontes de crimes, acidentes e mortes, consumindo muito dinheiro publico, dinheiro este que poderia ajudar muito na manutenção de melhores ferrovias.
Gostaria também de registrar uma necessidade de cuidados com a situação atual do museu, caso contrário, logo não teremos sequer ele, para mostrar um pouco de nossa história ferroviária.

Luiz Carlos – 22/10/2014

Sueli Alves da Silva Vieira Barros
16/10/2014 às 00:31
Sou neta e sobrinha-neta de ferroviário.
Meu Avô paterno Alécio Felix da Silva trabalhou, não sei a nomenclatura da função, mas ele abria e fecha a porteira (cancela manual) quando uma composição chegava ou passava por Marília. Isso no período de 1939 a 1963 (quando ele faleceu).
Meu Tio Avô Joaquim Felix da Silva foi chefe de estação em Panorama, não sei o período. Esse meu tio irá completar 88 anos no próximo dia 26. Gostaria de saber se tem alguma foto ou registro dele no museu ou livro que registre o brilhante trabalho realizado por ele. Sei que ele trabalhou com TELÉGRAFO, ESTAFE e ESTAFETA.
Grata, Sueli

Achiles Stalin Nicolau Stgliano
26/09/2014 às 16:51
Na certeza de compartilhar com todos que aqui deixam suas mensagens, como filho de ferroviário desta que que foi sem duvida uma das empresa que marcou a vida de muitos, tive o prazer e a felicidade de viver este período na cidade de Marilia onde meu pai Raphael Stigliano, conferente de carga na estação onde chegava frutas e legumes as vezes de São Paulo ou as maçãs importada da Argentina que para nos só comia quando estávamos doente assim mesmo repartida entre todos os irmãos eramos em 11. Eu ia a escola e apos ficava na sua companhia como adolescente na estação, hora acompanhado o pessoal na montagem da nova estação que se encontra até hoje (meio deteriorada), ou levando bronca do chefe da estação se não falha a memoria Sr Rondini que morava na primeira casa da colonia que pulávamos o muro para roubar caju em um enorme pé.Como eramos felizes principalmente na chegada da primeira locomotiva diesel pois até então as famosa maquinas a vapor com seus apitos e o soar do sino nas passagens de níveis. Quantas viagem de Marilia a São Paulo ou retorno nos famosos trem noturno que saia de Marilia as 20h45m., e chegava a São Paulo as 9 h. mais ou menos ou no famoso azulão ou trem de luxo como conhecido que chegava na cidade as 17 h. com os jornais da capital O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo para ser entregue na cidade no qual eu ajudava meus irmãos e ganhava uns trocados. Penso eu que Juscelino autorizou a construção de Brasilia e autorizou a destruição da malha ferroviária do estado em favor das fabricas multinacionais para a fabricação de carros e a resposta esta ai caos rodoviário e o pouco que resta da malha ferroviária se deteriorando – Saudades de Itirapina cidade da baldeação para Ibaté e São Carlos onde íamos visitar parentes e ficávamos horas esperando o trem que vinha de São Paulo e assistindo as manobras dos trens de carga com as pequenas locomotivas elétricas que para nós era uma novidade pois em Marilia estávamos nas maquinas a vapor e diesel. Quem sabe DEUS ilumine algum politico e faça um milagre de dar a chance das novas gerações a terem estes sonhos realizados. Achiles.

ISABELCRISTINA CAMARGO
22/09/2014 às 21:09
MEU PAI TRABALHAVA NOS TREM DA FEPAZA EMMAIS OU MENOS EM 1970 NUMA ENXENTE EM BAURU NASSA CASA FOI LEVADA PELA AGUAS PERDEMOS DOCUMENTOS FOTOS ETC. VOCES NAO TERIA FOTOS DOS GRÇONS Q TRABALHARAM NA FEPAZA O NOME DO MEU PAI ERA DIMAS CAMARGO

clovis barbosa
04/09/2014 às 04:49
Tive esse prazer em viajar neste trem de passageiros, lembro que eu e meu pai saiamos de Sao Paulo , da estacao da Luz ate a estacao de Catanduva . Lembro ate hoje daquele inesquecivel apito e tbm quando tocava aquele sino chegando na estacao de Campinas . Quero ter a oportunidade de voltar a viajar nesses trens novamente . Era tao bom quando aquele carrinho de lanche vinha pelo corredor do trem , misturando pelo barulho das garrafinhas de refrigerantes , poxa quem nao lembra disso .
So ficou saudades daquele tempo , onde hoje conto aos meus filhos o quanto era bom .
So deixou saudades ……Pena ter acabado ……

Odair Mineiro
20/08/2014 às 15:51
Meu pai que é ferroviário aposentado, ele está com 95 anos de idade.
Entrou na ferrovia Cia.Paulista. entre os treze e quatorze anos de idade, na cidade de Bebedouro SP.
Antes trabalhava na roça para os pais, segundo conta saiu de casa porque o pai negou uns trocados,
(Vintém ou mil-réis), para ir na festa da cidade.
Trabalhou primeiro na “Soca”, depois com o tempo passou a trabalhar como Limpador de Máquinas, Foguista e Maquinista, que virou seu próprio apelido, como era conhecido nos campos de onde jogava malha.
Conforme conta, morou em Marília e Tupã, e trabalhou na construção da estrada até o município de Oswaldo Cruz, onde a obra parou na época, e ele voltou para Bebedouro, embora em dúvida com o que fazer, pois os mais velhos queriam que ficasse por lá. A idéia era que adquirissem terras em Panorama e se estabelecerem até a obra da ferrovia. reiniciar.Na época ele até queria conhecer o rio
Paraná, o que não aconteceu.
Eu sempre viajava com ele desde pequeno, pois os parentes, tanto de pai e mãe, eram todos ferroviários, e moravam em diversos lugares, então, também tomei gosto por viagens de trem.
Depois de adulto, aproveitando os conhecimentos de meu trabalho, conheci a cidade de Presidente Epitácio, e o levei, já aposentado para conhecer o rio Paraná.
Fomos andando pela rodovia sem enxergar o rio, até um certo ponto alto ao lado do Clube do SESI, quando avistamos o rio, eu não percebi que ele havia parado, encostou na cerca e chorou como criança e me falou que não era para te-lo trazido, e sim que ele devia ter ficado por lá, a muito tempo,
e nós os filhos iriam visitá lo.
Seu nome é Duyclecilio Baptista Mineiro.

Grato! .

pedro henrique de lima
29/07/2014 às 18:35
foi um prazer fazer parte do quadro de funcionarios dessa empresa,atuei como analista de sinistro no periodo de setembro/91 a outubro/98. abraços

Claudete Ap. Caim de Oliveira
24/07/2014 às 17:30
Eu sempre tive admiração por trem. Acho fascinante ver as locomotivas com seus inúmeros vagões transportando pessoas e cargas.
Tive oportunidade de viajar para fora do Brasil e andei muito de trem em todos os locais. No BRASIL eles deveriam ser mais utilizados, pois é uma locomoção econômica e onde se tem a oportunidade de curtir a natureza…
Moro perto da antiga estação em Vinhedo e fico pensando: será que um dia irão novamente colocar os trens para viagens para o interior de S.Paulo como era antigamente ?
Adorava comprar o bilhete na estação e aguardar o trem quando fui algumas vezes para S.Paulo..Que época boa….
Saudades desse trem…..

Jair Mario Guidini
24/07/2014 às 14:45
Fiz parte dessa HISTÓRIA com muito prazer. Fiz varias viagens por esta belissima ferrovia no trecho
São Paulo a Descalvado nos idos anos 57 ate o fim da Ferrovia.
É um prazer enorme fazer parte desta história. Conheço o museu as instalações praticamente toda
em Jundiai.
Hoje tenho meu filho o maior aficcionado por ferrovia que conheço, seu nome LEANDRO GUIDINI.

ozias navarro
25/06/2014 às 16:35
lembro ainda criança viajava de Parapuã a Bauru e muitas vezes a São Paulo, a Paulista era empresa de primeiro mundo, os horários eram de Britânicos não atrasava seus trens. É uma pena que em nosso País não é prioridade o transporte ferroviário, como é no Japão e na Europa.

GIOVANA DIAS
15/06/2014 às 00:50
Genteeee
Pessoal do museu….pelo amor de Deus…não deixem essa história se perder literalmente no tempo….essas locomotivas na parte externa do museu, estão se acabando com a ação do tempo, das chuvas e sol excessivos!!!!
Dói na alma ver esse patrimỗnio desprezado ….Ainda há tempo….
Por favor….para a alegria de muitos…

Willian Sabião
01/06/2014 às 15:37
Eu Willian da Cunha Sabião, Paulistano, 25 anos tive o privilégio de utilizar os serviços da antiga FEPASA (Ferrovia Paulista S/A), infelizmente por pouco tempo.

Foram momentos incríveis onde me locomovia para visitar meus familiares em Americana-SP, somente me resta saudades de um tempo bom que não volta mais.

Eu atualmente encontro-me em situação de Acadêmico em Direito, e pretendo advogar na área empresarial, por alguma operadora ferroviária, e como projeto pessoal, tentar trazer novamente o que nos foi tirado, seja a Companhia Paulista ou Ferrovia Paulista, através de força de vontade junto ao Poder Executivo e ao Legislativo.

Contem sempre com meu apoio.

Luiz Carlos Escobar
20/05/2014 às 23:45
Fui criado a beira da Cia Paulista de Estradas de Ferro, meu pai era chefe de estação e moramos em várias cidade sempre convivendo com os trens, atração para os locais. Passamos por Rio Claro, Araras, Leme, Santa Gertrudes, Cândia, Pontal, Barretos e Ubá. Quanta saudade.

eusebio p santos
13/05/2014 às 12:00
eu faço o livro MEU PAI FOI FERROVIÁRIO, que conta a historia a partir do ponto d vista da família. Se foi ou se conhece alguém que gostaria de participar, envie um e-mail; museucp@ig.com.br

Carlos Campos
11/05/2014 às 10:35
Bom dia. Sou de Portugal e estou procurando registo do tio de meu avô.
Nome da pessoa que procuro: António José Santos Campos ou Antonio jose campos santos
Nome de meu avô: Carlos Rodrigues campos
Antonio foi para a estação de jundiai por volta de 1930-1940 tornando se anos mais tarde por volta de 1944-1950 chefe da estaçao. Eu gostaria de ter registos de eles ou contacto com familiares. Obrigado

Jose Eduardo Pauletto Pontes
08/05/2014 às 17:05
Sou de família de ferroviários, meu avô paterno Alfredo Martins Pontes foi chefe de estação em várias cidades servidas pela CPEF, inclusive Dois Córregos SP onde meu pai Jacques Pontes Martins, já também funcionário da CPEF, conheceu minha mãe Lilia Pauletto, filha de Ângelo Pauletto e Hermelinda Rezitti.

Oséas de Figueredo Beda
26/04/2014 às 23:07
Em 1955, Fevereiro, aprovado pelo exame normal de admissão prestado no GINÁSIO ROSA, ingressei na Escola Senai Ferroviária de Jundiaí, cujo Diretor de Saudosa Memoria, JOAQUIM CANDELÁRIO de FREITAS. Fiz normalmente o curso de quatro anos em cinco anos pois repeti a segunda serie, o que me deu condição de escolher o oficio de MECÂNICO ELETRICISTA,e em Dezembro de 1959 recebí o devido certificado de conclusão do curso SENAI FERROVIÁRIO .Em todos esses cinco anos anos eu residi em Louveira, viajava diariamente, e meu almoço, minha mãe despachava em Louveira, com o trem de prefixo P4, Às 11,00 horas eu pegava a marmita na Estação da PAULISTA, sentava em algum lugar do páteo e fazia a minha refeição.O Paraninfo de minha turma foi o Sr. Dr Fernando Betin, que presenteou seus Paraninfados com o serviço na COMPANHIA PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO.Em 17 de Março de 1960, entrei agora como como profissional, na turma de número 32, Em 1962, sabendo haver uma vaga na subestação de Louveira, à pedido fui transferido.O tempo foi passando, a política foi mudando, o que me deu a oportunidade de trabalhar nas subêstaçõens de Campinas , Sumaré, Tatú e Cordeirópolis, onde me aposentei em 1986, como TÉCNICO DE SUBESTAÇÃO. Firmo ter participado da desmontagem da subestação velha de Camaquã, de ter participado da montagem da subêstação nova, trecho novo Santa Gertrudes à Itirapina.Para a memoria da cidade de Jundiaí-SP, relembro, os alunos do SENAI FERROVIÁRIO, da turma de 1955 foram os últimos à fazer Educação Física, no Campo do Paulista, ao lado do cemitério, e os primeiros à usarem as carteiras escolares do hoje FACULDADE ANCHIETA grande potencia na área de ensino, la Rua Pirapóra, no ano de 1956.Vou parar por aqui, são 23,10 horas do dia 26/4/2014. SAUDADES

Antonio Sergio Bortoto
26/04/2014 às 14:44
Com muito orgulho, fui aluno da escola Senai Ferroviaria dessa gloriosa companhia em Jundiai,
nos anos de 1961 a 1965.

hoje relembro com muita saudade daquele tempo.

Benedito Zeferino
15/04/2014 às 17:59
Venho atraves deste espaço informar que participei dos ultimos dias nesta Oficina de Jundiaí, onde trabalhei em 1992 fazendo revisão nos velocimetros da marca Chicago, os mesmos eram usados nas locomotivas Carioquinha da RFFS/A e tambem nos velocimetros Hasler usados nas English Eletric de 3000 HP, Metros de São Paulo e Rio de Janeiro, tinhamos tambem o Panelão (apelido do velocimetro usado nas Locomotivas Russa 6000 HP) quantas saudades, foram bons tempos, o trabalho era rustico mas muito bom e acredito eu que muito mais seguro e confiável.

Ricarda Maria Normanton
07/04/2014 às 13:27
A Ferrovia fez parte da minha vida e da minha infância! Parabéns a todos por manter viva a Historia da Cia. Paulista! Obrigada pela beleza do trabalho de tantas mãos! Parabéns ferroviarios que trabalharam nesta renomada Ferrovia, contribuindo para o desenvolvimento de muitas cidades do Estado de São Paulo!

Jayme de Ulhôa Cintra e Toledo Piza
06/04/2014 às 13:07
Acionista e neto do Engenheiro Jayme Pinheiro de Ulhôa Cintra – 53 anos de Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Bisneto de Antônio Carlos de Carvalho e Mello Mattos, ex- funcionário e sogro de Jayme Pinheiro de Ulhôa Cintra.
Jayme de Ulhôa Cintra e Toledo Piza nasceu em São Paulo SP, em 13 de dezembro de 1953. 13 de dezembro é a data de nascimento do Engenheiro Francisco Paes Leme de Monlevade, primo de Isabel Paes Leme de Mello Mattos e Ulhôa Cintra, Sra. Jayme Cintra.

Sergio
16/02/2014 às 11:45
Temos diversos museus como Museu da Aviação, Museu do Automóvel entre outros, todos com peças conservadas. O governo deveria ajudar a restaurar e colocar em exposição pelo menos um exemplar de cada locomotiva que prestou serviços na FEPASA, antes que seja tarde. Afinal era uma empresa estatal e fez parte da historia oficial do transporte do estado. Seria uma atração turistica ainda maior.

Samuel
15/02/2014 às 14:14
O museu esta bem mal cuidado, principalmente as locomotívas da área externa que estão se deteriorando no sol e na chuva.

Tomás de Aquino Souza Junior
11/02/2014 às 18:19
Moro em Piracaia e estando em Jundiaí no domingo passado, tentei visitar o museu, sem saber seu horário de funcionamento. Pude tirar foto das locomotivas expostas na área externa. Há muito tempo não via uma V8 de perto. Como são imponentes ! As locomotivas e vagões deviam ser melhor conservados, cobertos e com vigilância. Tinha bastante garrafas de cerveja embaixo das locomotivas. Um museu como esse é uma maravilha. A época atual com esse trânsito caótico comprova o quanto um sistema ferroviário é importante. Não merecia estar na condição em que está ! E um museu que retrata uma ferrovia como a Cia. Paulista tem que ser “o museu”, conservando bem seu material. Imagino as dificuldades que os curadores do museu devem ter. Mas é maravilhoso ver a história ferroviária de perto !!! Lembrança da infância quando vi muitos trens em Campinas e São Paulo !!!

Ademir Roberto dos Santos
02/02/2014 às 18:32
Meu pai Pedro Manoel dos Santos, procura sua irmã , que foi criada pelo Chefe da estação de trem Rio Preto Paulista (Onda Verde a Barretos) por volta de 1940 e 1960.
Nome da irmã procurada – Geni Maria dos Santos
Filha de – Pedro José dos Santos e Florinda Maria de Jesus
Irmãos – Alberto Manoel dos Santos, Nelson dos Santos e Rosa Maria dos Santos.
Informações: Favor ligar para 017-30210389 ou 017-997367213 ou email:ademir@ssservicecnc.com

Maury Donizetti de Mello
16/01/2014 às 23:20
Meu nome é Maury Donizetti de Mello,fui maquinista da antiga Fepasa de 1976 até 1996,quando fomos todos demitidos pelo safado governo de S.Paulo para privatizar a mesma e degredar o patrimonio publico construido com tanto suores de ferroviarios apaixonados que amavam o que faziam,tanto maquinistas quanto outros ferroviarios de qualquer cargo ou regiao do estado.Hoje sinto muitas saudades dos velhos tempos e dos amigos e companheiros ferroviarios da Fepasa.Minha sede era Bauru sp onde eu resido ate hoje,

valdemar de souza filho
14/01/2014 às 23:00
ola boa noite meu pai trabalhou na ferrovia e se aposentou trabalhando na fepasa,infelizmente ele já é falecido, mas eu continuo morando em uma casa que fazia parte da companhia paulista tenho muito orgulho de morar nesta casa e fazer parte dessa historia

João Leobardo Preto
13/01/2014 às 12:57
…..As imagens de minha infância ainda estão vivas em minha memória. Em 1955, então com 5 anos de idade sai de Tupi Paulista e juntamente com meus pais e irmãos mais velhos, fomos de jardineira até Adamantina, que era a cidade mais próxima onde os trilhos chegavam na época, para deixarmos para trás a plantação de café, nossa vida simples de lavradores e tentar a sorte na maior metrópole da America do Sul, São Paulo.
Lembro-me perfeitamente de ter embarcado num vagão com os bancos de madeira, possivelmente de 2ª classe que era tracionado por uma locomotiva a vapor…..durante a noite, de corpo debruçado nas janelas, ouvia o apito do trem ao passar pelos cruzamentos e estações, via as fagulhas que saiam da “Maria Fumaça” e o doce aroma da fumaça e vapores expelidos. Ainda me lembro que na estação de Bauru, a Maria Fumaça era desengatada e passava-se a uma locomotiva elétrica….
Já com 12 anos de idade, fomos visitar os parentes que ficaram em minha cidade natal, sempre de trem muitas vezes lotados, mas sempre muito confortáveis.
A minha última viagem de trem foi em 1985, quando já casado com Angela Maria Preto e com os filhos Fabiana Renata Preto, 11 anos, André Leonardo Preto, 10 anos e David Leonardo Preto, 5 anos fomos até Dracena em companhia de meus sogros Arlindo Silva e Angela Pauletto e também com meu sobrinho José Maria Tamburu e sua namorada Margareth. Saímos de São Paulo num vagão dormitório e quando chegamos em Marilia esse carro era desengatado e passamos o resto da viagem no vagão de passageiros….sempre aproveitando o som dos dormentes e das rodas de ferro….e com um olhar de indignação pois já se sabia que esse meio de transporta estava com seus dias contados……..

Afonso Sérgio Felizari Busembai
03/01/2014 às 19:27
Eu tive o prazer de fazer parte desta história.
Desde quando nasci, em Bariri, em 1958, passando por Itapuí, Nova Europa e infelizmente, graças a supressão dos ditos ramais, em finais de 1968, vim morar em Hortolândia. Isso porque meu pais era ferroviário da antiga e gloriosa Cia. Paulista de Estradas de Ferro. A qual transformaram na famigerada FEPASA, somente para que fosse sucateada, destruída e entregue aos incompetentes de hoje.
Admiro seus esforços, na tentativa de manter tão relevante patrimônio histórico e cultural.
Conheci, vi desfilar perante meus olhos e viajei muito com praticamente todas as locomotivas e carros que hoje compõem este belo acervo. E até outras que, apesar de serem reais, somente continuarão a existir em minhas lembranças, pois hoje, infelizmente, em nosso mundo material, não existem mais.
Por isso, estou começando a escrever um livro, onde tentarei juntar minhas memórias pessoais relacionando-as a ferrovia. É uma tarefa na qual não estipulei um prazo para terminar. Mas se Deus quiser, terminarei.
Obrigado pela oportunidade. Um abraço e o sincero desejo de que tenhamos este Museu como escola para nosso povo e consequentemente, para quem advém dele: nossos futuros políticos.
Parabéns Jundiaí.

antonio luiz pereira
27/12/2013 às 21:57
em 1952 meu pai adquiriu uma fazenda em Itirapina, mais exatamente fazendo divisa com a pequena estação de Ubá. Viajávamos para São Paulo no famoso “trem azul da paulista” e mesmo nos vagões de segunda classe quanta organização, pontualidade e conforto jamais igualado mesmo hoje.
Eu e meus irmãos mais velhos e da época frequentávamos o grupo escolar em Itirapina e usávamos o trem como meio de transporte, que não era o “azul” e sim um regional, interessante que muitas vezes na volta de escola conseguíamos com o “chefe do trem” embarcar no último vagão da composição nos cargueiros que iriam parar e dar um tempo em Ubá. Quando vinha um cargueiro tracionado pela famosa “Russa”, cujo apito era mais vigoroso, sabíamos que o trem era longo, então contávamos os vagões e se não me falha a memória facilmente com 80 ou mais. Meu Pai comprava a ração e outras coisas em São Paulo, fechava um vagão que ficava estacionado num ramal em Ubá para descarregamento. Enfim contudo que vi na minha vida de 70 anos pelo Brasil afora só tenho a lamentar a falta de visão dos nossos homens públicos que conseguiram destruir o que era e com certeza o seria até hoje exemplo de competência, beleza e satisfação para milhares de Brasileiros. Crime de “lesa pátria”

Célia Regina Tripicchio
28/11/2013 às 20:49
Fiz parte dessa história, pois sou neta de ferroviário (Orlando Tripicchio), filha de ferroviáiro (José Antonio Tripicchio), e irmã e ferroviário (José OrlandoTripicchio), eu minha filha e meu sobrinho, tivemos a oportunidade de viajar nos trens expressos que iam para o interior, que experiência maravilhosa, meu pai começou na carpintaria e terminou como restaurador de peças no museu da Fepasa, então acompanhamos o nascimento desse museu, fico muito triste ao ver as locomotivas no páteo estragando, e como alguns objetos do museu estão se acabando por falta de manutenção, me lembro bem de quando estavam construindo uma maquete do percurso dos trens, dá última vez que fui ao museu não a vi por lá, uma pena, mas mesmo assim ainda me orgulho de fazer parte dessa história.

maria goretti gerevine
21/11/2013 às 11:39
Meus bisavôs eram ferroviários e trabalhavam na região de Campinas. Um deles estava ligado com o processo abolicionista e usava os trens para “roubar” escravos ainda cativos. Gostaria de saber se existem registros históricos entre 1880 a 1890, nos nomes de José de Paula Larangeiras (com g) e Gaetano Gerevini. Faço uma pesquisa histórica e encontro dificuldades em conseguir maiores dados sobre o assunto. Grata pela atenção. fones: (11) 27980312 e 9076922909
Maria Goretti Gerevine

raquel cardoso de carvalho
12/11/2013 às 18:36
gostaria de saber se vcs tem registro sobre funcionario que trabalhou a 80 anos atras meu avo jose brasilino prado ele morou aqui em barretos e seu adelino rosa se tem alguma historia algum registro fotos

Claudio Paludetto
07/11/2013 às 15:30
Tenho 64 anos e comecei a fazer um grande album de fotografias da minha vida, de repente, me deparei com uma história bonita de meu pai Arlindo Paludetto que trabalhou na Companhia Paulista. Ele era chefe de estação de várias localidades. Moramos em Recanto, Nova Odessa, Itaipu, Posto Rangel, Ponte Alta, talvez esteja esquecendo de alguma localidade, mas minha vida foi até a adolecência, baseada em Trens da Companhia. Lembro que morando em Itaipu, tomava o Trem de prefixo “R” para Limeira para estudar. Saia de casa as 10 horas da manhã, entrava no colégio no período da tarde e retornava as 17 hs. Dizer que sinto saudades é redundância. O que mais me deixa triste é saber que tínhamos estrutura para ter uma boa malha ferroviária,( pelo menos em São Paulo), e vemos cada vez mais a degradação. Moro atualmente em Bauru – SP, e vejo como está o pátio da FEPASA.
De qualquer maneira, me sinto orgulhoso de fazer parte dessa História,

paulo
15/10/2013 às 17:30
Naquele tempo, eu era feliz e sabia. Todos os meus amigos do grupo escolar, a molecada toda era “descendente” de ferroviarios, Filhos de maquinistas, guarda-trem, despachadores, garçons ou telegrafistas. Nossas familias moravam sempre perto da linha em Sao Carlos, para facilitar a ida e a volta a pé para o trabalho, muitas vezes nas frias madrugadas pra cumprir a escala. A gente sabia, só pelo apito, qual “máquina” que estava na cidade. O apito de navio da Montanha Russa gerava uma correria da criançada na PN da General Osório pra ver aquele monstro sobre trilhos. Meu pai tambem me levava pra ver as manobras da marias fumaças soltando fagulhas de noite. Lembro também das visitas de parentes que se assustavam de noite quando minha casa tremia quando o trem passava. Ali perto da estação tinha o ramal da serraria Sta Rosa, que trazia as toras nos vagoes prancha, Quando as toras eram descarregadas era um grande estrondo. A serraria era a vapor e tinha uma valvula de alivio das caldeiras na esquina da rua geminiano costa e a gente tomava banho de vapor quando a valvula era aberta. Saudades de uma infancia bem vivida.

EDNILSON RODRIGUES DE ALMEIDA
24/09/2013 às 19:13
meus avos joão rodrigues e josé carlos de almeida trabalharam na fepasa eu tb já viajei de trem já viajei no carro pullmam e depois de crescido viajei na cabine no ultimo carro pois já viajei commeu avõ de sorocaba joão rodrigues eu e minha avó francisca rodrigues viajmos de sorocaba até aqui em Rancharia/SP POIS EU JÁ FIZ PARTE DESSA COMPANHIA PAULISTA E FEPASA TB SOA MEUS AVôS ERAM ENGARREGADOS DA TURMA NAQUELA EPOCA HOJE ELS SÃO FALECIDOS PIS MEUS AVÔS MERECEM ESSA HOMENAGEM UM TRABALHOU 12 ANOS OUTRO 17 ANOS ATE´HOJE NÃO ENTENDO PORQUE TIRAM OS TRENS DE PASSAGEIROS PQ SERÁ ESTÁ TUDO APODRECENDO PQ SERÁ , DARIA PRA VOLTAR NOVAMENTE

Rafael Zago
04/05/2013 às 12:46
Meu bisavô, Pedro de Santi, foi zelador do departamento de engenharia mecânica da Companhia. Tenho inclusive a carteira de identidade do empregado, com sua foto, carimbo da companhia e assinatura da inspeção geral da época. A carteira tem como data de emissão o dia 18/05/1954. Gostaria de mais informações a respeito de sua participação na companhia – registros, documentos, enfim… para me ajudar a escrever a história de minha família. Obrigado.

Lucia Regina
29/04/2013 às 12:48
Meu pai, Danilo Mario Fernandes foi ferroviário deste jovem. Trabalhou por mais de 30 anos na antiga Companhia Paulista, Bauru, Dois Córregos, Jundiaí e Campinas. Passou por várias funções e no final como Chefe de Trem. Lembro-me com muita saudades, quando criança viajava sempre de trem. Muitos passeios: de Campinas/Jundiaí a São Paulo. Campinas/São Paulo a Santos(viagem espetacular)e Campinas/Bauru/Botucatu onde tínhamos parentes. Muito orgulho de ser filha de ferroviário. Muita saudades. Ótimos todos depoimentos, em especial de Ecidir Chiesa. Seu pai deve ter sido amigo do meu, quem sabe!! Parabéns a todos idealizadores. Abraços.

José Francisco Cardoso
07/03/2013 às 12:48
Viajei muitas vezes nos trens da Cia Paulista. Me lembro que desde os cinco anos de idade, tomávamos o trem na estação da LUZ às 12,10h e desciamos na estaçao de Banharão, distrito de Jaú por volta das 18,00h. Minha mãe sempre levava uns lanches de pão, mortadela e queijo para nos comermos (mãe, eu e minha irmã) juntamento comn um guaraná adquirido do carrinho do restaurante que circulava em toda a composição. A viagem era longa porem deliciosa, pois as paisagens que se apresentavam eram maravilhosas. O primeiro grande impacto era cruzar o rio Tietê por cima da ponte na hoje Marginal, que para um garoto, era o rio mais largo do mundo. O segundo era o túnel de Botujurú, que na minha concepção demorava muito tempo para ser cruzado. Em Jundiai os meninos vendendo guloseimas em seus cestos nas janelas dos carros de passageiros. Em Campinas, estação monumental, viamos a direita sempre o trem da Mogiana esperando para a partida assim que o nosso fosse embora. A essa altura, o senhor Marsola, vendedor de jornais e revistas, nosso conhecido, sempre nos emprestava alguns gibis para nossa leitura. Pros lados de Visconde de Rio Claro, um bando de Emas corriam paralelas ao trem por um longo descampado que acompanhava a linha. Logo em seguida vinha a subida da serra e seus desfiladeiros “sem fundo” e sempre com uma neblina como pano de fundo. Logo sem seguida vinha a Torrinha e logo depois Brotas com suas pedras sempre minando água no longo trecho da estação. Logo aparecia Dois Córregos, cidade da Tia Valentina (sempre brava) com sua bonita e bem cuidada estação. Aí vinha Lacerda Franco e logo em seguida Banharão, casa do avô Vendramini, onde desciamos e nossas tias já estavam nos esperando. Para ir a casa de nosso avô Cardoso, tinhamos que andar por cerca de 3,5 Km, pela estrada de ferro, voltando em sentido Lacerda, atravessar uma “pinguela sobre o rio Jaú” para alcaçar o objetivo. Grandes saudades. Hoje não temos mais os trens, nem estações e todos moram em cidades e não mais em sitios. Mas valeu a pena.

Sérgio Amaral
03/03/2013 às 12:49
Meu pai já é falecido e a minha memória não ajuda. Mas com orgulho digo que meu avô era um telégrafo de uma empresa ferroviária. Com um q de angústia por não existir mais nossos saudosos trens para um passeio nas férias. Sempre nas férias ia com uma tia/avó muito querida que se foi este ano com 93 anos e uma prima para Porto Ferreira passar as férias numa chácara de um tio. Quanta saudades daquela deliciosa época.

Fabiane
11/02/2013 às 12:49
Tenho muito orgulho de ser filha de ferroviário: Victorio Barati. Foi um funcionário exemplar, estudou no curso do Senai e passou a chefe da oficina. Viajavamos para Guatapará nos confortáveis trens da CP e da Fepasa. Lembro-me do sabor do guaraná Antartica, q serviam no trem e nunca mais provei igual. Meu pai nos contava q certa ocasião Dr. Jayme Cintra, presidente da CP fez a locomotiva chegar 120 km!

Plínio Braga
07/02/2013 às 12:50
Meu avô Joaquim Ferreira Braga, telegrafista, nascido em Taubaté/SP aos 15/07/1869. Casou-se aos 05/10/1891 em Santa Branca – SP com Benedicta de Macedo Braga. Em 1892 foi trabalhar na Rodovia Férrea Rio Clarence em São Carlos – SP. Sempre que abria um novo ramal ele acompanhava, devido a isto morava com a família em um vagão. Era uma família muito pobre que junto com a rodovia faziam sua vida. O dia-a-dia dentro de vagões era muito difícil, pois o calor era insuportável. Minha avó contava que no verão as mamonas chegavam a estourar, tamanho o calor. E foi nesta mesma época que meu pai nasceu dentro de um vagão. Segundo ela, uma senhora ao saber que minha avó havia dado à luz e tinha uma filha de 1 ano foi buscá-los para ficassem em sua casa até que passasse aquela fase. Esta caminhada passou por muitas cidades do Estado de São Paulo, chegando ao seu final em Avaré aos 04/02/1902 com o falecimento do meu avô, quando meu pai tinha apenas 7 anos. Ao ver-se viúva, com 2 filhos e sem nenhuma renda, ela retornou a Santa Branca – SP deixando o pouco que tinha no vagão. Tenho muita vontade de ver esta história que me foi contada desde e sempre, através de fotografias, documentos ou qualquer outro tipo de registro.

Ecidir Chiesa
14/06/2012 às 12:50
Gostaria de deixar meu depoimento aqui em homenagem ao meu finado pai: Meu pai foi ferroviária durante 35 longos anos na Companhia Paulista – depois FEPASA – aqui em Jundiaí; de 1944 a 1979. Aposentou-se como mecânico truqueiro de vagões e locomotivas. Tenho até algumas fotos dele com os companheiros de serviço no páteo de Jundiaí. Como bom filho de ferroviário também sou um ferroviário há 26 anos primeiramente pela RFFSA, depois MRS Logística S/A aqui em Jundiaí. Minha função é mecânico de motor a diesel e mecânico pneumático das locomotivas. Sinto um enorme orgulho de ser filho de ex-ferroviário e também fazer parte dessa história e dessa família. Já sou aposentado mas gostaria de continuar vivendo nesse mundo fascinante que é a ferrovia.

Eduardo Marques
17/05/2012 às 12:51
No início dos anos 70, então com 6 anos, entrei à primeira vez em um trem, acompanhando meus avós e desde então, até meados dos anos 80, percorri todo o interior de Sã Paulo a bordo dos carros da antiga Fepasa. Fui estagiário no escritório de Bauru, quando cursava engenharia e acompanhei a decadência da Cia. com profunda melancolia. Recentemente, fiz uma viagem de trem no interior da Itália e pude reviver os velhos tempos. Tomara que nossos dirigentes acordem e reconstruam o melhor meio de transporte de todos os tempos…

Reginaldo Oliveira
08/03/2012 às 12:52
Quero deixar meu depoimento e saudesismo ao trecho Hortolandia-SP a Jundiaí onde viamos visitar nos avós, me lembro da quele batido inconfundivél de dormente versos rodas, me lembro como era legal quando passava aquele gentil homem vendendo refrigerante…Nossa como era bom os tempos de 1985. Grato pelo espaço!

Carlos Ronaldo Lopes
15/02/2012 às 12:57
Meu pai Geraldo Lopes trabalhou na Companhia Paulista de 1950 a 1980. Iniciou em Jaboticabal como telegrafista, bilheteria, e depois foi transferido para Barretos em 1961. Trabalhou como chefe de estação substituto nas estações de Alberto Moreira, Adolpho Pinto, Colombia e Palmar. Foi transferido em 1967 para Campinas, trabalhando na Cabine de Samambaia. Se aposentou como chefe da estação de Vinhedo. Saudades. Sou apaixonado por ferrovia, e tenho a minha em casa, em escala HO. Hoje moro em Mogi das Cruzes.

Anônimo
13/02/2012 às 12:57
Sétimo Dovigo, meu Pai, trabalhou na CPEF e posteriormente FEPASA durante mais de 30 anos. Fez carreira na ferrovia passando pelas várias categorias na função da Maquinista e aposentou-se em 1979 no cargo de Inspetor de Condução. Durante muito tempo dedicou-se a manter acervo pessoal sobre a CPEF tendo contribuido com Professores e Estudantes na realização de pesquisas sobre o assunto. Sétimo Dovigo faleceu em São Carlos em 20/11/2010.

Ines Correia
06/01/2012 às 12:57
Tenho dois bons motivos para deixar meu depoimento: Uma forma de homenagear meu avô, Frederico Fernandes, ferroviário desde sempre e terminou sua carreira profissional como chefe de estação em Araraquara/SP. A segunda seria o resgistro, sobretudo para as futuras gerações, que infelizmente não saberão o prazer único que era viajar de trem. Lembrar do vagão Pulmaan da Paulista com enormes janelas e suas poltronas giratórias individuais, de ir atér ao carro-restaurante e comer o Fillet Acesp(o maior fillet que já visto até então e acompanhando de ervilhas e fritas que até hj nunca provei igual), de ficar olhando assim um tanto desconfiada os cavlheiros que iam comodamente acender seus cigarros na sala dos fumantes(sem essa patrulha de hoje) e de esperar os baleiros na estação de Jundiaí e outros ambulantes nas várias estações. Impressões que não voltam mais. Pena!!

Anônimo
26/08/2011 às 12:58
Meu avô Vicente Savieto trabalhou de 1952 a 1955.